.: Pulsão de vida :.
  

Eu quero FÉRIAAAAAASSSSSSS!!!!

Postando uma música que eu sempre gostei muitooo e que agora é ainda mais importante pra mim! Existem momentos em que voar é necessário, e exitem pessoas que bem sabem fazer isso! "Elevation" U2 tem um q de  injeção de ânimo e trechos especiais.

 Clipe aqui.



Escrito por .:Érika Felizola:. às 19h22
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Domingãooo e duas matérias lidas no site do Terra me fizeram rir.

Quem disse que dinheiro não cai do céu?

"Escritor joga dinheiro de avião para promover livro". Leia mais aqui

Segundo a matéria, o escritor usou a estratégia para divulgar seu livro sobre marketing, tenho certeza que só fez isso porque era na Indonésia, temos tantos livros sobre o assunto no Brasil, e ninguem ainda teve essa brilhante idéia? Posso contribuir pedindo para que realizem a ação em Sto André, quem sabe não sobra alguns trocados para mim tbm!

O pior deve ter sido a bagunça causada pela chuva de $ em uma cidade onde as pessoas vivem com menos de 2$ ao dia.

Eis o planeta em que vivemos, sei que é clichê, mas poucos com tanto (que chegam a jogar do avião) e tantos sem nada!

Rock in Rio Lisboa???

"Alanis Morissette comemora aniversário no Rock in Rio Lisboa" Leia mais

Não pela comemoração do aniversário da cantora, mas pelo nome do evento Rock in Rio - Lisboa. Até onde eu sei o Rock in Rio tem esse nome por conta do local de realização do evento, na cidade do Rio de Janeiro. E agora tem mais essa? Não seria mais original e menos burro dar o nome de Rock in Lisboa ao evento? Estou começando a achar que os portugueses gostam do apelido que têm, e olha que tenho fortes raízes com os patrícios, mas por favor! Sejam mais originais.

É isso. Hoje estou inspirada! rs



Escrito por .:Érika Felizola:. às 14h45
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O meu olhar (Fernando Pessoa)

O meu olhar é nítido como um girassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascesse deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo.

Um dos meus poemas preferidos, em que Fernando Pessoa teve a sensibilidade de captar o "pasmo essencial" de deveríamos sentir ao descobrir e se perceber novo. A cada dia nascemos novamente, cada dia uma vida nova, cada dia um novo ciclo, e a possibilidade de fazer diferente, olhar diferente, ser diferente!

Nasçamos novamente!



Escrito por .:Érika Felizola:. às 11h43
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"Faça isso
Faça aquilo
Perca peso
Tenha estilo
Compre esse
Troque aquele
Siga a moda
Vote nele...."

Engraçado perceber como as pessoas se importam com o pensamento, com a opinião e principalmente com a censura e rejeição do outro. Deixam de sentir prazer pelo medo do sofrimento futuro, não vivem o hoje pensando no amanhã, e o amanhã vira o depois de amanhã, e a felicidade é adiada como se houvesse um prazo para isso acontecer: "Serei feliz quanto tiver 35 anos, um marido, dois filhos, uma bela casa, um carro do ano, 60kg, cabelos lisos e a bunda dura!". Passamos a vida idealizando momentos, situações e pessoas, sem termos a noção de que idealizar é sofrer, nos privamos de tudo pelo medo de sofrer e sofremos ao aguardar o momento certo para ser feliz.

O discurso é sempre o mesmo:

"Se eu fizer isso, o que vão pensar de mim?".

"O meu ideal de ..., de... , de...."

Ideais, regras, modelos, esteriótipos, convenções, tudo bem planejado, bem determinado, sem riscos de erros e de complicações. Que graça isso tem? Não tem emoção, não falta o ar, não sente o coração bater mais forte, adrenalina, aumento do ritmo e níveis de serotonina (rs), sentir-se vivo, parte de um todo em construção e principalmente sendo autor, e não apenas espectador, simplesmente deixar a história determinar o futuro e continuar com os olhos vendados para a estrutura social que dita nossa comportamento.

Porque a bunda tem que ser dura? Porque vc não pode falar palavrão? Porque o cabelo tem que ser liso? Porque se vc chegar aos 30 solteira está encalhada? Porque o carro tem que ser 0KM? Porque uma família tem que ter pai, mãe e filhinhos (ah, e o cachorro)? Porque eu NÃO posso fazer o que eu gosto e o que eu tenho vontade?

Procure buscar o lugar estranho, o incomum, o diferente. Pare de olhar para o óbvio, para onde todos olham, para onde todos vão. A vida não está limitada aos filmes em cartaz no Cinemark, aos bares mais frequentados, às paradas de sucesso e à última moda, ela vai muitooo além disso e pode ser encontrada no mais simples dos prazeres.

"A vida é minha eu faço o que eu quiser", muitos dirão que é uma frase capitalista, influenciando o comportamento individualista dos sujeitos, que resulta em uma maior competitividade, em compulsões, em depressões, enfim no mundo em que estamos instalados. Não penso assim, não acho que o importa-se com o outro não seja válido, é sim, falta isso às pessoas, mas pára de tomar conta da vida do outro, procure observa-lo como ele é, e não gostaria que fosse.

"... Cante essa
Tenha medo
Fure outro
Acorde cedo
Tenha modos
Fique mudo
Ame o mesmo
Odeie tudo..."

Cansada de buscar respostas para questões impossíveis de serem respondidas.

É isso!



Escrito por .:Érika Felizola:. às 00h12
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2008 está na metade, e minha vida sofreu grandes mudanças nesses poucos meses, algumas que eu mal poderia imaginar que pudessem acontecer e aconteceram. Uma delas é o meu retorno à Duoeme, e principalmente a minha postura frente a alguns grandes problemas que isso trouxe, não só para mim, mas para a todos de uma maneira geral.

Com o tempo acho que tudo se encaixa, e daremos um novo rumo para o que estava viciado em um modelo de vários anos. A mudança sempre gera dúvida, gera angústia, gera medo, no entanto, o desejo e a vontade de superá-los e fazer a diferença e principalmente fazer diferente deve mover o homem. Dizer que isso não mexe comigo, a ponto até de repensar o meu retorno é mentira, mas não sou o tipo de pessoa que desiste no primeiro obstáculo, não entrego os pontos e jogo a toalha assim facilmente, e principalmente não abro mão do que eu acredito!

Em outros campos as coisas andam bem. Já estiveram melhores e já estiveram piores. Tenho vivido intensamente cada momento como se fosse o último, como se não mais fosse acontecer. O dia que a perda for certa vai doer muito, mas vou deixar para pensar nisso quando realmente acontecer, por enquanto estou "aproveitando cada segundo, antes que isso aqui vire uma tragédia". Me faz muito bem. E isso, agora, é suficiente!

É isso! 

 



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 18h11
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Dedicado ao meu anjo da guarda...

 

AFINIDADE

 

Não é o mais brilhante, mais é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.

 

Afinidade é não haver tempo mediante a vida.

É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.

 

Afinidade é muito raro, mas quando ela existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existe antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.

 

Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.

 

Afinidade é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.

 

Afinidade é sentir com... nem sentir contra, sem sentir para...

Sentir com e não ter a necessidade de explicação do que está acontecendo.

É olhar e perceber.

 

Afinidade é um sentimento, singular, discreto e independente.

Pode existir a quilômetros de distancia, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar...

 

Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou.

Porque ele (o tempo) e ela (a separação) nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais.

 

Arthur da Távola



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 14h05
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A BUNDA DURA
Arnaldo Jabor

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã:
A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama,encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel", que é legal ... Burra.

b) Na moda:
Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto... credo.

c) Sorriso incessante:
Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa... coitada.

d) Bunda dura:
As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos
pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão...

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E vocêreparou naquela bunda? Meu... Deus!!!

Legal mesmo é mulher de verdade.. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa... Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.
Nem pra dela, nem pra sua!

E tem outra .... mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!!!



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 14h02
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   O Pequeno Príncipe

Há muito tempo ouvia falar desse livro como sendo um leitura para crianças, mas ao ter o prazer de aprecia-lo, pude perceber que é sim para crianças... mas para as crianças adormecidas nos adultos que só sabem fazer contas! E que procuram os amigos na lojas como tdas as outras coisas.

Cada passagem do livro traz uma mensagem, uma reflexão e uma lição de vida! Uma obra para ser lida várias vezes durante a vida... Filosófico sim... mas necessário para o resgate da criança de cada um de nós!

"O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."

"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... "

"O essencial é invisível para os olhos..."

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Dentre tantas outras... essas são apenas algumas que destaquei...

É isso...



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 23h06
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   Janeiro - pisquei - Dezembro!!!

Já é dezembro, o clima do Natal está no ar há algumas semanas, e tenho a sensação que apenas pisquei os olhos, que há alguns segundo estávamos em janeiro. Não sei se essa é a sensação de todos, mas acredito que quando estamos vivendo momentos bons, eles passam rapidamente, deixando saudade e boas lembranças. 2007 foi um nesses momentos bons, só que com 365 dias, que passaram como se fossem apenas segundos.

E mais uma vez o Papai Noel bate à porta, acompanhado do ano novo... Época para pensar na vida, de avaliação, de rever posturas, de dizer o quanto amamos e de principalmente fazer planos... E foi exatamente neste momento, e nessa onda de fazer planos que, inconscientemente, estava projetando o melhor ano da minha vida.

Para 2008? Ainda não parei para pensar, mas acredito que será bem melhor que este, em todos os sentidos. Vai ter muita correria sim, suas pós-graduações juntas, trabalho, TCC, inglês, festa, viagens, amigos, net... mas com certeza os momentos serão inesquecíveis...

Agora é fazer o balanço de 2007 e projetar 2008...

É isso...



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 23h03
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   Doce novembro!

Mês do meu aniversário, mês de muita gandaia e mês de muita reflexão sobre a minha vida nesses últimos 22 anos.

Hoje, separando as turmas para as aulas de informática, me recordei de quando brincava (sozinha!) de professora na minha casa, fazendo provas, falando com os alunos imaginários, escrevendo, falando, brigando, sorrindo. É acho que o tempo também está passando para mim, e isso me deixa uma boa sensação, apesar de ter certeza que em alguns anos, essa boa sensação dará lugar a uma outra, a da atuação da lei da gravidade, e isso não será bom! Hoje sou o que sonhava quando pequena.

Quando somos crianças, a vida acontece como se fosse uma grande brincadeira, os sonhos são realidade, as preocupações não existem, as pessoas não atrapalham e muitas vezes só o poder sair correndo na rua para andar de bicicleta (atividade da qual eu nunca fui adepta por conta do meu excesso de falta de equilíbrio) nos faz a crainça mais feliz do mundo. Aí o tempo passa...

Quando nos damos conta, não nos é mais permitido brincar e as preocupações são tudo que nos fazem levantar todos os dias para ir ao trabalho, seguir uma rotina, perceber que muitas pessoas atrapalham, e que o andar de bicicleta não passa de um esporte para os poucos que têm tempo para dedicar ao lazer.

É a vida, mas sobretudo é a nossa vida, e somente nós temos o poder de alterá-la, transformá-la e fazer dela uma mistura das responsabilidades adultas com a alegria da infância. Isso é possível. Basta que saibamos que a felicidade é o caminho, que todos os momentos são únicos (até os piores, ali está a aprendizagem), q as pessoas são fundamentais, todas sem exceção, e sobretudo, não deixar de sonhar e de brincar, pilares essenciais para essa jornada.

Hoje, aos 22 anos, graduada, pós-graduanda e pensando se Letras ou Psicologia para o próximo ano, eu sou feliz. Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho, e pra mim isso basta. As experiências dos últimos anos me mostraram que o mais importante é ser 100% você independente do que aconteça e do que as pessoas possam pensar. Cometi muitos erros, magoei muitas pessoas, me enganei por um bom tempo, e aprendi a lição, cometerei outros erros com certeza, mas os mesmos nunca mais.

Agradeço às pessoas que me perdoaram e que são e sempre foram essenciais na minha vida. E como essas pessoas são especiais, todas, as que estão na minha casa, as que estão bem pertinho, as que estão a quilômetros, as que estão sempre online, as que não estão mais, as que me acompanham com uma música, com uma foto, com uma palavra, com uma lembrança, com um aroma, com um lugar!

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você!" (O Teatro Mágico)

É isso.

 

 



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 21h23
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   Primeiro mês e a correria está instalada.

No lar, está quase tudo certo para as minhas aulas iniciarem até o final do ano, e enquanto isso sou mil e uma utilidades.

Na pós, muita leitura e muita pressão sobre o tema da monografia. O meu já está escolhido, delimitado e problematizado, agora me resta ler muito sobre currículo, e iniciar a escrita. Aliás, segundo a Sílvia (minha orientadora) eu não tenho noção da dimensão que meu tema irá tomar, e que com certeza me dará sustentação para uma pesquisa em strictu sensu. Veremos.

É isso.

 



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 20h56
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Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH): Posicionamento Docente frente à Avaliação e Diagnóstico em Questão.

 

 

FELIZOLA PACHECO, Érika.

 

 

Esta pesquisa apresentou como proposta a investigação sobre o TDAH, com fins de uma maior compreensão do transtorno, considerando seu diagnóstico, seu tratamento e, essencialmente, as implicações da intervenção docente na fase do diagnóstico e tratamento, assim como a importância da colaboração da família para o sucesso desse aluno.

A escolha do tema esteve relacionada com a possibilidade de oferecer subsídios para os profissionais que atuam na área educacional, e também auxílio para as famílias que não conseguem entender o comportamento de seus filhos, que por várias razões e em diferentes situações, demonstram comportamento diferente das demais crianças com as quais convivem.

Dessa maneira, este trabalho apresentou alternativas para auxiliar a ação do professor que lida com a criança diagnosticada como portadora de TDAH, ressaltando a importância do papel da escola na vida dessa criança, estimulando a sua auto-estima e ajudando-o a encontrar o equilíbrio ao longo do seu tratamento multidisciplinar, tendo em vista que essa criança exige uma maior atenção e uma formação mais específica do professor.

Para a problemática que envolve a relação ensino-aprendizagem desse aluno, a pesquisadora sustentou como hipótese que por meio da ação didático-pedagógica voltada para as necessidades desses alunos, é possível contornar muitos problemas de aprendizagem que eles venham a apresentar.

Na esteira de todas as reflexões tecidas, durante a investigação, esta pesquisadora propõe como alternativa que o trabalho com esses alunos precisa envolver uma equipe multidisciplinar, em que os papéis de todos os sujeitos envolvidos no processo de desenvolvimento e aprendizagem com essa criança são fundamentais para seu sucesso.

Nestes termos, o professor deve estar atendo em seu aluno, identificando as diferenças de seu comportamento para um encaminhamento ao especialista e um possível diagnóstico. Essa preocupação, em relação ao comportamento da criança desde pequena, pode ser essencial para o seu futuro, já que quanto antes houver o diagnóstico, menores se apresentarão os prejuízos para a vida dessa criança em todos os aspectos.

A adequação do sistema escolar às necessidades educativas dos alunos e alunas é um fator de grande relevância, que possibilita tanto a realização de novas aprendizagens como o seu desenvolvimento psicossocial. Daí a importância que o sistema escolar flexibilize suas exigências, minimizando as experiências de fracasso, de rejeição e de exclusão que vivenciam essas crianças, evitando sofrimentos desnecessários.

Ressaltou-se, essencialmente, que o contexto familiar e escolar trabalhem juntos, repudiando a estigmatização das crianças, reagindo diante das dificuldades e mantendo uma atitude permanente de fortalecimento das áreas em que estas crianças demonstram ter talentos especiais.

Além disso, é importante que exista uma maior propagação do transtorno de maneira consciente, e não apenas o interesse de divulgar a forte onda que envolve a hiperatividade em todo o mundo. E que não se trata apenas de modismo, tampouco uma tendência de isentar os pais da responsabilidade pela falta de limites dessas crianças. A falta de obediência existe, muitas vezes, por parte de algumas crianças. No entanto, também se faz necessário que pais, escola, professores e demais pessoas que convivem com uma criança que apresenta comportamento diferente do esperado procure identificar até que ponto vai a falta de limites e a obediência, e onde começam as dificuldades reais dessas crianças que precisam de ajuda para se desenvolverem naturalmente.

 

Palavras-Chave: Criança, Transtorno, Déficit, Atenção, Hiperatividade.

 

Bibliografia

 

BARKLEY, Russell A. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH): guia completo e autorizado para os pais, professores e profissionais da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2002.

IMBERNON, Francisco (org.). A educação no século XXI: os desafios do futuro imediato. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

 

HALLOWELL, Edward M.; RATEY, John J. Tendência à Distração: identificação e gerência do distúrbio do déficit de atenção (DDA) da infância à vida adulta. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 18h18
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Segunda Semana

Confesso que assutei.

Entrei numa sala, crianças sentadas o chão, gritaria e os olhos bem ansiosos com a minha presença. Durante a semana quase fiquei louca com aquelas crianças, mas também me senti muito bem. Muitos elogios, muitos abraços, muitos beijos, são todos muito carinhosos e principalmente carentes.

Sobrevivi com louvor à segunda semana, e tenho algumas idéias. Apesar de estar na sala de maneira provisória, até os computadores estarem instalados, quero gerar alguma coisa boa. Eu e a Eliane (professora da sala) estamos pesquisando alguns projetos, algumas idéias para ocupar a cabecinha das crianças que só sabem dar porrada, gritar, chutar....

É isso...



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 19h53
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Primeira semana

A proposta inicial não era transformar este espaço em um diário, mas com o meu ingresso profissional na área da educação e as muitas sensações durante essa semana, julguei interessante postar sobre a semana.

Pela primeira vez, depois de 4 anos de faculdade, eu me sinto efetivamente merecedora dos parabéns pelo dia dos professores. Foi assim que a semana começou, com uma homenagem por este dia, com muitas crianças perguntando se eu era tia nova, novos colegas...

Uma realidade completamente diferente das minhas experiências profissionais anteriores. Uma comunidade muito carente, sem estrutura nenhuma, mas todos ali possuem muita vontade de ajudar aquelas crianças e de alguma maneira contribuir para que tenham uma melhor qualidade de vida.

Confesso que no início da semana pensei em jogar tudo para o alto, e desistir. O que eu estava fazendo ali? Talvez tivesse escolhi a profissão errada, e agora enfrentando a realidade teria tomado consciência disso. No entanto, ao olhar para aquelas crianças e perceber a alegria que eu estava trazendo sem ao menos ter iniciado as aulas, já me fez pensar novamente.

"Vamos ter aula de informática? Quando vai começar?" Quase todas as crianças fizeram essa pergunta com um brilho no olhar que apaixona qualquer um. Para todos ali aquela é a única oportunidade de ter contato com esse novo mundo, e eu serei a responsável por essa tragetória. Vou me dedicar para abrir um mundo de novas possibilidades para essas crianças, para fazer um pouco diferente, e as idéias já começaram a surgir: montar um programa para os maiores diferente dos menores, verificar o que eles já conhecem, quais as expectativas, as necessidades... Essa é a hora aplicar tudo o que eu vi na faculdade e transportar muitas das teorias para a prática.

Tia? Não é o ideal, mas aos poucos mudo para professora. Favela? Sim. Optei por isso... Má remuneração? Esse é o começo da minha tragetória na educação... Estou apaixonando-me por essa escolha... e isso é muito bom.

É isso.



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 23h43
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Educar para um outro mundo possível

"Educar para um outro mundo possível é educar para a consciência planetária, com base em um paradigma holistíco". (GADOTTI, Moacir. Revista Pátio. no.41, 2007)

Hoje ao ler a matéria da Revista Pátio, me lembrei do Pesquisa em Ação*, em que o tema da mesa-redonda foi a Consciência Planetária, e um dos participantes citou a frase acima, em um primeiro momento é um pouco complicado a sua compreensão, o que seria a tal consciência planetária, e sobretudo do que se trata o paradigma holistíco?

Segundo Paulo Freire (1997), o educar para esse outro mundo possível deve estar pautado na conscientização, na desaliaenação e no desfetichizar. Este último está arraigado na sociedade neoliberal, em que os interesses econômicos sobrepoem-se aos políticos e sociais, em que somos incapazes de agir, transformando as relações humanas em algo estático, que somente é repetido, nunca criado ou reinventado.

Dessa maneira, o educar para um outro mundo possível deve desacortinar e dar voz aos oprimidos, assim assumir a história como possibilidade e não como fatalidade, temos que ser sujeitos atuantes desse espetáculo e não meros fantoches comandados por mãos alheias, e que não têm sentimentos e tão pouco necessidades.

Segundo Gadotti: "É educar para a planetização e não para a globalização". O globo nada mais é do que a superfície e suas dimensões geográficas, enquanto o planeta é uma totalidade em movimento. Aí encontra-se a chave da questão: educar considerando a totalidade em movimento dos cidadãos, enquanto sujeitos históricos-sociais. Educar para a paz, para os direitos humanos, para a justiça social e para a diversidade.

É isso. Um breve resumo do que o autor traz em seu artigo.

* Evento destinado aos alunos da pós-graduação da Faculdade Anchieta, para o qual fui convidada a participar em sua última edição, enquanto concluinte da graduação.

GADOTTI, Moacir. Novas perpectivas para a educação. Revista Pátio, no. 41. Rio Grande do Sul: Artmed, 2007



Escrito por Érika Felizola Pacheco às 21h45
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